Casas de taipa viram escola em Aquidabã
Para estudar, as crianças do povoado Derradeiro Campo, em Aquidabã, a 116 quilômetros de Aracaju, passam por uma cancela e andam alguns metros sobre uma vereda de chão batido, cercada de mato por todos os lados. No lugar de uma escola bem estruturada, os alunos estudam em uma casa de taipa, uma habitação comum no interior de Sergipe feita à base de barro. Além do improviso, o local não oferece condições mínimas para uma boa educação. Não há quadra nem espaços disponíveis para o lazer. As paredes têm rachaduras, boa parte da madeira do telhado está podre, fios elétricos ficam expostos e quadros são sustentados por carteiras.
No espaço improvisado como uma cozinha, que fica junto a uma sala de aula, é possível ver um fogão à lenha, que este ano não foi utilizado para preparar a merenda escolar que ainda não chegou à escola, mesmo as aulas tendo sido iniciadas no dia 5 de março. Também não há geladeira, a água é servida em um filtro de barro e há um único banheiro que é utilizado pelas crianças e professores. Segundo a diretora Edivânia de Aragão Cunha, há cinco anos que a Escola Municipal Quintino Alves Dória funciona ali, e lá estudam crianças da educação infantil e da 1ª a 4ª série do ensino fundamental.

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